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Hidratação no verão

 O cuidado com a hidratação passa a ser redobrado durante o verão. Assim, é essencial que cada corredor saiba que líquidos beber, em que hora do treinamento e também a quantidade certa.
 Durante esta época de calor intenso, nosso corpo necessita de mais líquidos, como explica a nutricionista Raquel Dammous: “No verão perdemos mais líquidos do que em outras estações do ano, portanto, deve-se prestar mais atenção quando praticar exercícios físicos e se hidratar melhor e mais do que em outras épocas”.

O administrador de empresas Pedro Nuin, 25, corre há três anos e explica como é feita sua reposição de líquidos: “Eu não tenho um plano de hidratação que sigo sempre. O que procuro fazer é beber bastante água no dia que antecede a prova e, no dia da corrida, bebo uma garrafinha antes de correr”.
 Saber exatamente a quantidade de líquido necessária para nos mantermos hidratados não é tão fácil, pois depende de alguns fatores como metabolismo, temperatura do ambiente, umidade do ar e intensidade do esforço.

“Para os corredores a hidratação deve ser feita durante todo o dia, dias anteriores e após as provas o indicado é aproximadamente 2,5 litros ao dia.”, disse Raquel, que ressaltou: “A forma mais adequada de sabermos a quantidade necessária de líquidos durante as provas ou treinos é pesando o atleta antes e após o treino, para saber a quantidade de líquidos que perdeu. Essa quantidade será a quantidade adequada para repor e se hidratar adequadamente”.
 
Repondo o que perdeu
Depois de um ritmo intenso de treinamento ou de corrida, nosso corpo pede uma reposição rápida dos nutrientes perdidos. Além da água, outras bebidas são indicadas para fazer este trabalho, como explica o treinador Christian Antoniazzi, da assessoria Metas Esporte & Entretenimento.

“A água de coco é uma das bebidas mais indicadas para combater a desidratação. Além dela, temos ainda as bebidas esportivas, que são bem completas. Quando a perda ou a exigência física é muito grande, recomendamos também a mistura de carboidratos como a dextrose e a maltodextrina na água, pois são grandes geradores de energia”.
A supervisora de atendimento, Deise Brito, 29, fala de como faz a reposição após o treino. “Eu nunca fui de tomar muita água, mas depois que comecei a correr há uns dois meses, passei a beber mais. Porém, ainda prefiro outras bebidas, como suco ou até bebidas esportivas, por causa do sabor”.
Sobre a mistura de carboidratos com água, Raquel Dammous também explica sua importância. “Essa mistura é importante para recuperar os estoques de carboidratos (chamado glicogênio) nos músculos e fígado que dão energia no momento do treino ou prova, além de hidratar”.
 Evite
Muitos líquidos servem como repositores de energia no nosso corpo, porém, alguns deles ao invés de ajudar, atrapalham no processo de hidratação e até o desempenho do atleta durante o treinamento físico, como explica o treinador Christian Antoniazzi.
 “Alguns líquidos devem ser evitados pelo atleta, como os que contêm lactose, além dos sucos de sabores cítricos, como limão, abacaxi e laranja, pois a acidez dessas bebidas gera fermentação no estômago durante a prática do esporte e podem gerar queda do desempenho e mal-estar”.
 Além das bebidas já citadas, a bebida alcoólica também atrapalha no processo de hidratação, por isso, a ingestão de água é ainda mais indispensável.
 “Se o corredor saiu na noite anterior e ingeriu álcool, na manhã seguinte ele sentirá o processo de desidratação, por isso deve beber mais água, pois suas moléculas quebram as do álcool”, disse Antoniazzi.
 A desidratação, sobretudo para um atleta, é algo que deve ser levado a sério. Alguns sintomas podem indicar a falta de líquidos no organismo. “A sede é o primeiro sintoma de desidratação, mas a visão escurecida, tontura, sensação de desmaios podem aparecer. Quando isso acontecer, o atleta deve, além de tomar água, preferir uma bebida com carboidratos, que pode ser um suco, bebidas esportivas ou água de coco”.


Estudo indica bons resultados da aroma terapia contra o estresse

 Um estudo japonês recentemente publicado Journal of Agricultural and Food Chemistry indica que a terapia com aromas de limão, manga e lavanda pode ajudar na redução do estresse. Segundo os especialistas do Centro de Pesquisas Técnicas da companhia T. Hasegawa, certas fragrâncias alteram a atividade genética e a química do sangue de forma que pode reduzir o estresse.
 Em testes com ratos de laboratório, os cientistas expuseram os roedores a condições estressantes, enquanto alguns deles inalavam uma essência chamada linalool. E notaram que essa essência reduziu os níveis de neutrófilos e linfócitos – partes do sistema imunológico que haviam sido disparadas pelo estresse – quase aos normais. Além disso, “o linalool reduziu a atividade de mais de 100 genes que são ‘superativados’ em situações estressantes”.
 Os especialistas destacam que as essências têm sido utilizadas a milhares de anos para reduzir o estresse, combater inflamações e depressão e melhorar o sono. E a aromaterapia se tornou uma forma popular de medicina alternativa atualmente. Porém mais estudos são importantes para oferecer evidências científicas sobre a eficácia e a segurança desses tratamentos.

 

Quantas horas são ideais para uma boa noite de sono?

 A resposta para a pergunta do título envolve diversos fatores. Segundo o médico Ricardo Teixeira, diretor do Instituto do Cérebro de Brasília (ICB), os estudos mostram que o ideal para a maioria da população mundial é dormir entre 7 horas e 8 horas. Há uma minoria que se divide entre "dormidores curtos" - aqueles que se sentem bem com menos de 8 horas de sono - e "dormidores longos" - aqueles que necessitam de mais de 8 horas para estar com disposição para o dia seguinte. Ele reforça que se trata de uma minoria da população mundial, "estamos falando de um porcentual de um dígito". O médico também lembra que crianças e adolescentes dormem mais. "É natural que durmam de 9 horas a 10 horas por dia."

E como saber se estamos dormindo mais ou menos do que deveríamos? "O melhor termômetro é a sua disposição durante o dia." Ele diz que um dos sintomas mais comuns após uma noite mal dormida são a sonolência diurna e a dificuldade cognitiva, como a falta de atenção, por exemplo. E Teixeira alerta para o fato de que nem sempre dormir bastante significa dormir bem. Segundo ele, algumas pessoas têm as 8 horas de sono e levantam cansadas. Isso ocorre, entre outros fatores, por doenças do sono, excesso de álcool, estresse, muito trabalho. "Só a avaliação de um especialista para saber a causa."
Arquitetura do sono

O médico explica que existe uma "arquitetura do sono", um ciclo que precisa ser completado para que a pessoa relaxe e esteja disposta quando acordar. "O sono é dividido em estágios de profundidade, e só é possível alcançar o sono profundo se a pessoa tiver um sono saudável."


 

MURAL DE RECADOS